“Maria da Vila Matilde”, de Douglas Germano, é um grito de sobrevivência, um hino de resistência - um retrato cru da violência doméstica que assola o cotidiano da vida de milhões de brasileiras.
Em um país onde os índices de feminicídio são alarmantes (com a maioria das mortes ocorrendo dentro de casa, pelas mãos de quem deveria amar), “Maria da Vila Matilde” faz-se um apelo urgente e necessário. Ela é um convite para transformar medo em denúncia, submissão em ação, cárcere em liberdade, morte em vida.
Cantá-la é convocar a voz de Maria da Penha; é evocar as vozes de tantas outras Marias, Irenes, Marieles, Ninas, Clarices, Aparecidas, Desaparecidas – mães, avós, filhas, netas e esposas que se recusam a ser estatísticas de um sistema patriarcal descompensado, brutal, equivocado. Homenageamos, aqui, a força combativa dessas Marias que, mesmo tomadas pela dor, levantam-se, erguem a cabeça e vociferam “prá cima de ‘moi’, mané, ‘jamais’”.
Esperamos que vocês curtam. Abraços. (Para uma melhor qualidade de escuta, recomendamos usar fones de ouvido).
COMPOSIÇÃO
Douglas Germano
ARRANJO VOCAL
Luciano Lunkes
ARRANJO INSTRUMENTAL & EDIÇÃO DE ÁUDIO E VÍDEO
Mateus Zanolla
PRODUÇÃO
Márcia Donat & Luciano Lunkes
SOPRANOS
Carla Krohn
Fernanda Jardim Azambuja
Márcia Donat
Regina Machado Schaumlöffel
ALTOS
Ana Maria Altoff
Fernanda Ramos
Cláudia Castilhos
Ione Göetz
TENORES
Luciano Lunkes
José Fernando Marques
BAIXO
Plínio Spinatto Schereschewsky
Porto Alegre, 8 de março de 2026.
